Valeu a pena

Recordo-me perfeitamente que na altura em que era treinadora do ACD Castanheira, da AF Viana do Castelo, saía de casa seis da tarde e só regressava por volta meia noite. Com sorte. De Póvoa de Varzim a Paredes de Coura a viagem era longa e todo o cuidado era pouco. São sacrifícios que se fazem, mas que no final, valem a pena.

Numa pesquisa recente encontrei, por acaso, estas palavras, numa entrevista de Tânia Freitas. Confesso que fiquei emocionada. Deixou um sorriso nos lábios. Valeu a pena. No dia em que uma jogadora te é grata por algo, então, o nosso troféu está conquistado. Valeu a pena. 

Tânia era uma das jogadoras mais humilde, mais competitiva e trabalhadora do ACD Castanheira. Ainda hoje lá está. Ainda hoje marca golos, ainda hoje é bi campeã distrital e é feliz na modalidade de todas nós.

Na vida, tudo pode ser uma questão de oportunidades, que tu agarras com toda a tua força ou deixas ir com toda a tua indiferença e medo. Paulo Coelho tem um pensamento interessante sobre o medo. ” Se tens medo não vás, mas se fores, não tenhas medo.”

Tânia, estou muito grata pelas tuas palavras.
Fiquem com o excerto da entrevista.

”A Tânia afirmou-se nas últimas temporadas como a atleta do Castanheira que mais evoluiu. Hoje é um elemento indispensável na equipa. Como conseguiu dar o salto de um patamar menos vistoso para o degrau que hoje ocupa e que faz de si uma das melhores futsalistas do distrito?

A melhor maneira de evoluir é trabalhar arduamente para fazer o melhor todos os dias, esperando pela minha oportunidade para poder demonstrar o meu valor.

Tive uma treinadora chamada Marlene Laundos que acreditou em mim como mais ninguém o fez. E eu tentei corresponder à oportunidade que me foi dada, achando que ganhei a aposta que ela fez em mim. Desde já o meu obrigada por ter acreditado em mim.”

Ricardinho sobre o Futsal Feminino em Portugal

RicardinhoRicardinho – A Magia do Futsal, sempre genuíno nas suas palavras e acções, fala sobre o futsal feminino, na grande entrevista para o Expresso.

”… acho que o futsal feminino está muito discriminado, muito subvalorizado. Portanto o que vejo, é verdade que já há mais aposta, mas elas sofrem muito para terem o valor reconhecido e preferia não ver a minha filha a passar por essas dificuldades, claro. É só por isso, porque eu adoro futsal feminino, acompanho muito e vou ver a Supertaça feminina aqui de Espanha, por exemplo. Mas é uma luta quase sem fim.”